Todo mês chega um relatório com alcance, impressões, engajamento, cliques, seguidores. Você olha, não entende o que fazer com aquilo, arquiva e a vida segue. O problema não é seu.
Métrica só serve se muda uma decisão. Se um número sobe ou desce e você continua fazendo exatamente a mesma coisa, ele não deveria estar no relatório.
Os cinco números que decidem
1. Quantos contatos qualificados chegaram
Não é seguidor, não é curtida. É quanta gente pediu orçamento, mandou mensagem com intenção real ou preencheu o formulário. É a matéria-prima da venda.
2. Quanto custou cada contato
Verba do mês dividida pelo número de contatos. Sozinho não diz muito; comparado com os meses anteriores, mostra se você está melhorando ou piorando.
3. Quantos desses viraram cliente
A taxa de fechamento. Se ela cai enquanto os contatos aumentam, o marketing está trazendo o público errado — ou o atendimento não está dando conta.
4. Quanto custou conquistar um cliente
Verba dividida por clientes novos. Esse é o número que você compara com o quanto o cliente deixa. Toda a decisão sobre aumentar ou cortar verba mora aqui.
5. Quanto um cliente deixa ao longo do tempo
Não só a primeira compra: as recompras, os indicados. É o que permite pagar mais caro por um cliente do que a concorrência consegue pagar — e ainda lucrar.
O que pode sair do relatório
- Seguidores. Útil como tendência, inútil como meta.
- Alcance e impressões. Servem para diagnosticar, não para comemorar.
- Engajamento. Só importa se estiver ligado a alguma etapa da venda.
Como montar isso sem ferramenta cara
Uma planilha com cinco colunas e uma linha por mês resolve. O difícil não é a ferramenta: é criar o hábito de perguntar a todo cliente novo como ele chegou até você, e anotar.
A pergunta que fecha a reunião
Todo mês, uma só: o que esses números me dizem para fazer diferente no mês que vem? Se o relatório não responde isso, ele é enfeite.
Escrevemos mais sobre esse hábito em inteligência de dados.
